Routine não é apenas mais um jogo de terror; é uma experiência imersiva que desafia as convenções do gênero. Desenvolvido pela Lunar Software e publicado pela Raw Fury, este título lança os jogadores em uma base lunar abandonada na década de 1980, onde cada sombra esconde um mistério e cada som pode ser uma ameaça. Com uma abordagem que prioriza a exploração e a inteligência do jogador, Routine se destaca como um marco no terror psicológico.
Por que Routine é uma obra-prima do terror imersivo?
Routine foi desenvolvido ao longo de mais de uma década, mas sua essência permaneceu intacta. Os criadores mantiveram a visão original de um jogo que não oferece ajudas ou guias, deixando o jogador livre para descobrir os segredos da base lunar por conta própria. Essa liberdade, no entanto, não significa falta de direção. Pelo contrário, o jogo incentiva a exploração minuciosa, onde cada detalhe pode ser crucial para a sobrevivência.
A ambientação retrofuturista, inspirada em clássicos como Alien, cria uma atmosfera opressora que se intensifica a cada passo. Os gráficos, impulsionados pela Unreal Engine 5, entregam visuais fotorrealistas, com texturas detalhadas e iluminação que realça o desconforto. Além disso, a narrativa é construída através de documentos espalhados pelo cenário, evitando cutscenes desnecessárias e mantendo o foco na imersão.
Gameplay inovador e desafiador
A perspectiva em primeira pessoa em Routine vai além do convencional. Os jogadores podem se esticar para alcançar objetos altos ou deitar no chão para inspecionar áreas escondidas, um nível de interação raro em jogos de terror. A sobrevivência depende de uma arma elétrica, que, embora útil, possui carga limitada. Portanto, cada confrontação com os androides hostis exige estratégia e precisão.
Os quebra-cabeças são integrados organicamente ao ambiente, sem indicações óbvias. Essa abordagem respeita a inteligência do jogador e o convida a analisar cada elemento do cenário. Em vez de soluções superficiais, Routine exige atenção aos detalhes, tornando cada descoberta uma vitória pessoal.
Pontos fortes e fracos
- Atmosfera opressora: A combinação de visuais e sons cria uma tensão constante.
- Puzzles integrados: Os desafios são parte natural do mundo, sem quebras de imersão.
- Gameplay imersivo: Movimentos realistas e interações detalhadas aumentam o realismo.
- Gráficos impressionantes: A Unreal Engine 5 eleva o nível de detalhes.
- História intrigante: A narrativa é revelada de forma orgânica, sem exposições forçadas.
No entanto, a curta duração do jogo pode ser um ponto negativo para alguns. Com aproximadamente cinco horas de gameplay na primeira jogada, Routine deixa uma sensação de que poderia explorar ainda mais seu potencial.
Vale a pena jogar Routine?
Sem dúvida. Routine é um exemplo de como o terror imersivo deve ser feito. Ao contrário de muitos títulos que dependem de sustos baratos, este jogo confia na inteligência do jogador e na construção de uma atmosfera envolvente. Se você busca uma experiência que desafie suas habilidades de observação e sobrevivência, Routine é uma escolha obrigatória.
Em conclusão, Routine não é apenas um jogo; é uma lição para a indústria de como criar terror que respeita e engaja o jogador. Com sua ambientação nostálgica, mecânicas inovadoras e narrativa intrigante, este título merece ser celebrado como um dos destaques do gênero.
