A tensão EUA Venezuela atingiu níveis alarmantes na última semana de agosto de 2025, com a chegada de uma frota de guerra norte-americana ao sul do Caribe. Em resposta, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, apareceu em público vestindo farda militar e reafirmou o compromisso do país em defender a soberania nacional.
Maduro responde com força simbólica e mobilização
Na quinta-feira, 28 de agosto, Maduro visitou tropas em Caracas e declarou, em tom decidido, que o país está mais preparado do que nunca para enfrentar qualquer ameaça externa. Além disso, o líder venezuelano classificou a postura dos Estados Unidos como uma “guerra psicológica” e acusou o governo colombiano de colaborar com a “invasão” simbólica promovida por Washington.
“Hoje posso dizer que, após 20 dias de cerco, ameaças e pressões, estamos mais fortes do que ontem”, afirmou Maduro. Ele também anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, reforçando a retórica nacionalista em meio à tensão EUA Venezuela.
EUA enviam frota ao Caribe sob justificativa de combate ao tráfico
Os Estados Unidos enviaram oito embarcações à região, incluindo um submarino nuclear e navios de guerra como o USS San Antonio e USS Iwo Jima. Segundo autoridades americanas, o objetivo seria combater o tráfico de drogas. No entanto, especialistas questionam essa justificativa, especialmente pela presença de mísseis Tomahawk, armas de longo alcance normalmente usadas em conflitos armados.
Além disso, voos de vigilância com aviões P-8 têm sido registrados na área, aumentando a preocupação internacional. A operação, segundo fontes militares, ocorre exclusivamente em águas internacionais, mas isso não impede que o governo venezuelano a classifique como uma ação hostil.
Reações internacionais e acusações diplomáticas
O embaixador da Venezuela junto à ONU, Samuel Moncada, acusou os EUA de promover uma “campanha terrorista” e solicitou à organização que monitorasse a situação. Por outro lado, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou que Maduro não é um líder legítimo e o chamou de “fugitivo da justiça”.
A escalada da tensão EUA Venezuela também impacta países vizinhos. A Colômbia, apesar de ter reforçado a segurança na fronteira com 25 mil soldados, nega qualquer intenção de colaboração com Maduro. Já Trinidad e Tobago, Argentina, Equador e outros países declararam apoio à ação dos EUA e reconheceram o Cartel de los Soles como organização terrorista.
Conflito de narrativas
Embora o governo Trump responsabilize a Venezuela pelo aumento do tráfico de drogas nos EUA, o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 da ONU revela que o principal fornecedor de substâncias ilícitas ao país norte-americano não é a Venezuela. Portanto, a justificativa militar parece ter motivações políticas e estratégicas mais amplas.
Diante disso, a tensão EUA Venezuela se intensifica e coloca a região em alerta. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, enquanto Maduro e Trump continuam a travar um jogo de força com implicações globais.