A partida entre Estrela Vermelha e Partizan, válida pelo Campeonato Sérvio, ficou marcada não apenas pelo resultado, mas principalmente pelo clima de tensão e violência que tomou conta das arquibancadas. O clássico, disputado no último domingo (22/2), teve início sob forte emoção, mas rapidamente se transformou em um cenário de caos, quando a Torcida do Partizan ateou fogo em parte da estrutura da tribuna.
O incidente ocorreu ainda no primeiro tempo, quando torcedores do Partizan, insatisfeitos com a arbitragem e pressionados pela rivalidade histórica, iniciaram uma série de atos violentos. Fogos de artifício e sinalizadores foram lançados em direção ao gramado e, em seguida, focos de incêndio começaram a se espalhar pela arquibancada. A fumaça densa e as chamas chamaram a atenção de todo o estádio, interrompendo momentaneamente o jogo.
As autoridades de segurança tiveram dificuldade para conter a situação, e o clima de hostilidade persistiu até o apito final. Além do fogo, houve relatos de confrontos entre torcidas organizadas e a polícia, que precisou intervir com gás lacrimogêneo para dispersar os mais exaltados. O episódio gerou indignação não apenas na Sérvia, mas também entre entidades internacionais do futebol, que condenaram veementemente o ato.
Este não é o primeiro incidente envolvendo a Torcida do Partizan em clássicos. A rivalidade entre Estrela Vermelha e Partizan é uma das mais intensas da Europa, e episódios de violência já se tornaram recorrentes nos últimos anos. Especialistas apontam que a falta de punições mais severas e a cultura de tolerância a esses comportamentos contribuem para a repetição desses fatos.
Após o jogo, a Federação Sérvia de Futebol prometeu abrir uma investigação rigorosa e avaliar sanções duras contra o clube e seus torcedores. O incidente reacendeu o debate sobre a necessidade de medidas mais eficazes para coibir a violência no esporte, especialmente em jogos de alta rivalidade.
Enquanto o futebol sérvio tenta se recuperar da imagem manchada por mais um episódio lamentável, a expectativa é de que as autoridades adotem posturas mais enérgicas para evitar que cenas como essas voltem a se repetir. Afinal, o futebol deve ser sinônimo de paixão, e não de destruição.
